Na sala do cinema: Rogue One – Um História Star Wars

dez 27, 2016

Rogue One – Uma História Star Wars já está em cartaz para levar fãs e não fãs ao cinema. Você já foi conferir?

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Já não é segredo que os longas da saga Star Wars são filmes do tipo que, ou você ama ou você odeia. Não há meio termo. O estilo que mistura um ar de ficção científica com ação e uma história com personagens fortes em um fundo político ideológico não agrada a todos. Muitos não gostam das lutas com os Sabres de Luz, outros não gostam das brigas interestelares com naves de proporções gigantescas, ou mesmo a mistura de humanos com seres de aparência esquisita. No entanto, o que repele alguns atrai muitos outros.  A legião de fãs é grande e, ao menos esses, estavam bem curiosos e ansiosos com a estreia de Rogue One.

A palavra decepção provavelmente não vai fazer parte do vocabulário de fãs e nem também dos curiosos de plantão. O longa é muito bem feito, empolgante e não decepciona. Para quem já é familiarizado com a história é possível ver várias referências e ter nele uma explicação para alguns fatos que ocorrem no Star Wars Episódio IV – Uma Nova Esperança (primeiro longa da saga, lançado em 1977). Para aqueles que nunca assistiram os antecessores, está ai uma oportunidade de se aprofundar nesse universo.

É verdade que Rogue One não faz parte da saga, sendo assim uma história a parte ambientada no universo criado por George Lucas. No entanto o filme transborda Star Wars em tudo, desde a ambientação das galáxias, das naves e da caracterização dos personagens humanos ou não humanos. Não tem como ver esse longa e não se lembrar os filmes mais antigos e ter a certeza que você está assistindo a um exemplar Star Wars e daqueles de antigamente, mesmo sem nenhum Jedi!. É preciso tirar o chapéu para a qualidade técnica apuradíssima, dos efeitos especiais ao capricho na direção de arte para recriar ambientação e figurinos mais relacionados com o Episódio IV, além de algumas surpresas durante e no final da projeção (sem spoiler hein).

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Na linha do tempo ele ocorre entre o Episódio III (A Vingança dos Sith) e o IV (Uma Nova Espernça) onde Jyn Erso, interpretada pela Felicity Jones, é escalada contra vontade pelos rebeldes para conseguir mais informações enviadas pelo seu pai, o Engenheiro do Império Galen Erso (Mads Mikkelsen), ao guerrilheiro Saw Gerrera (Whitaker) sobre uma potente arma de destruição em massa conhecida como Estrela da Morte. Acompanhada pelo também rebelde Cassian Andor (Diego Luna) do monge-guerreiro Chirrut Îmwe (Yen) e seu companheiro Baze Malbus (Wen), e do robô K-2SO (Tudyk), ela tem a difícil missão de descobrir o segredo que pode destruir a Estrela da Morte.

Mesmo com a complicada tarefa de apresentar novas figuras e criar um arco dramático em torno delas, o filme do diretor Gareth Edwards executa bem a missão e conhecemos então personagens bem interessantes, como por exemplo, Chirrut e Baze, que estabelecem uma dinâmica particular acerca da fé na Força, explorando um caráter muito teológico com relação a força. Protagonizado por uma mulher, trazendo um grupo composto por um latino, dois asiáticos e um descendente de paquistaneses enfrentando um Império liderado basicamente por brancos, em tempos atuais, essa interpretação pode ser bem característica.

No entanto a maior virtude de Rogue One é a sua capacidade de levar o espectador a se importar profundamente com seus personagens e de como eles foram importantes para o que viria a seguir no Uma Nova Esperança. Será impossível rever o Episódio IV e não associar aos sacrifícios que finalmente, 40 anos depois, pudemos ter conhecimento com Rogue. A trilha sonora, de autoria de Michael Giacchino, é bem bonita e usa com sabedoria trechos das icônicas composições feitas por John Williams, dá pra reconhecer sempre em cada nota. Preciso também mencionar que mesmo poucas, as aparições de Darth Vader são sempre impactantes. Você realmente sente medo dele, que é o que todo vilão de filme deveria transparecer. A maneira como ele entra nas cenas, sempre com um ar de mistério, ajuda a formar essa ideia ao redor do personagem, que por si só já bem conhecido pela sua crueldade. Méritos da direção.

Mais próximo a um filme de guerra do que os demais, e explorando mais friamente o poder destruidor do Império e como a Aliança Rebelde luta contra esse governo considerado tirano, Rogue One é um filme duro, impactante, bem adulto e para adultos, que já deixou sua marca no coração dos fãs de Star Wars. Para quem ainda não sabe se vale a pena ver: May the force be with you! (Que a força esteja com você!)

Até o próximo filme!

Vanessa Galvão

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2 Comentários

  1. Adorei a resenha!
    Muito boa mesmo, Vanessa. Eu estou no grupo das pessoas que gostam de Star Wars!

    http://www.priscilaaborda.com

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